jueves, 29 de diciembre de 2011

O mundo tem ginga

O mundo tem ginga


Entre um mundo de Brigas, roubos, drogas e mais violência, nasceu uma turma que leva uma bandeira dum conteúdo social, histórico e cultural apaixonante e abrumador. Turma que soube procurar em terras alheias uma esperança de vida.


É assim como os “bambas” da capoeira gingam pelo mundo, ensinando a sua história e tradição para quem esteja disposto aprender.


Instrutores, professores, contramestres e mestres, com as suas rodas na rua, aulas, batizados, bate-papos, incursão na gravação de músicas e eventos tão representativos como o Capoeirando, dão vida e muita presencia internacional a esta indústria.


Além de ser um esporte com muita aceitação e espalhado em todo o mundo os bambas vivem as vicissitudes duma vida nostálgica e exilada. Uma problemática comum muitas vezes repetida tem relação com a disparidade no background mestre-aluno, aluno-mestre. Questão muitas vezes incompreendida pelos mestres.


Um fenômeno particular se apresenta na capoeira estrangeira; fenômeno não comumente visto no passado de formação dos bambas.    


Estrangeiro decidiu levar uma vida paralela com o berimbau na mão, vida alterna que dá saída ao stress e traz energia ao aluno. Com certeza repercussões positivas encontradas também pelos mestres, mas repercussões obtidas por uma vida sem mais alternativas, com destinos bem traçados para alcançar um único objetivo, sem mais máscaras do que o som do berimbau.


Nesta diferença simplista cai uma desigualdade de óptica, dois paradigmas contrapostos que podem ameaçar o desenvolvimento da capoeira estrangeira e afastar o desejo do mestre de deixar um legado nestas terras.


Somente a profissionalização da capoeira estabelecerá rendimento no estrangeiro; é preciso metodologia, respeito e até visão empresária e deixar fora a nostalgia daqueles tempos.


Portanto, a capoeira continua a se desenvolver e o mundo ainda tem ginga.


DOM.








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