Entre um mundo de
Brigas, roubos, drogas e mais violência, nasceu uma turma que leva uma bandeira
dum conteúdo social, histórico e cultural apaixonante e abrumador. Turma que
soube procurar em terras alheias uma esperança de vida.
É assim como os “bambas” da capoeira gingam
pelo mundo, ensinando a sua história e tradição para quem esteja disposto
aprender.
Instrutores, professores, contramestres e
mestres, com as suas rodas na rua, aulas, batizados, bate-papos, incursão na
gravação de músicas e eventos tão representativos como o Capoeirando, dão vida
e muita presencia internacional a esta indústria.
Além de ser um esporte com muita aceitação e
espalhado em todo o mundo os bambas vivem as vicissitudes duma vida nostálgica e
exilada. Uma problemática comum muitas vezes repetida tem relação com a
disparidade no background mestre-aluno, aluno-mestre. Questão muitas vezes incompreendida
pelos mestres.
Um fenômeno particular se apresenta na capoeira
estrangeira; fenômeno não comumente visto no passado de formação dos bambas.
Estrangeiro decidiu levar uma vida paralela com
o berimbau na mão, vida alterna que dá saída ao stress e traz energia ao aluno.
Com certeza repercussões positivas encontradas também pelos mestres, mas
repercussões obtidas por uma vida sem mais alternativas, com destinos bem
traçados para alcançar um único objetivo, sem mais máscaras do que o som do
berimbau.
Nesta diferença simplista cai uma desigualdade
de óptica, dois paradigmas contrapostos que podem ameaçar o desenvolvimento da
capoeira estrangeira e afastar o desejo do mestre de deixar um legado nestas
terras.
Somente a profissionalização da capoeira
estabelecerá rendimento no estrangeiro; é preciso metodologia, respeito e até
visão empresária e deixar fora a nostalgia daqueles tempos.
Portanto, a capoeira continua a se desenvolver
e o mundo ainda tem ginga.
DOM.
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